calma, calma, esse medo de afogar vai passar as tempestades, os barcos desvairados, os bichanos acuados e os cães ladrando de pavor já vão, já já acalma! o coração barulhento a respiração desritmada e os rostos centenas de rostos correndo de lado a outro murmurando medos ininteligíveis sob o som do mar os santos vão cantar e dançar e sorrir sobre nossas carcaças amedrontadas pela morte iminente e esqueceremos, como sempre, que era só calmaria
e silêncio
e solidão das outras gentes
que nos aguardavam lá no fim da linha.
é garoa.
e silêncio
e solidão das outras gentes
que nos aguardavam lá no fim da linha.
é garoa.

